Empregos para comunidade LGBTQIA começam a se abrir

Avaliação é de conselheira da ABRH

No Mês do Orgulho LGBTQIA+, o debate sobre empregabilidade e inclusão dessa comunidade no mercado de trabalho aumenta. De acordo com a pesquisa realizada #VoteL+ os principais impactos a atingir a comunidade nos primeiros meses da pandemia de covid-19, que foi a pior fonte da rede de apoio e falta de renda.

O levantamento feito feito cinco regiões brasileiras com 7.292 pessoas revela ainda que, durante a pandemia, seis em cada dez pessoas comunidades nas comunidades o emprego ou a essa renda.

A pesquisa, ainda não foi realizada, mas já revela como consequências da pandemia para a população LGBT+, como se não fez parte de um ciclo de exclusão. Como saídas possíveis para esses problemas foram cumpridas para resolver os problemas a longo prazo.

Abertura tímida

No mercado a psicóloga da Associação Brasileira de Humanos (ABRH Jacqueline Resch), disse à Agência Brasil que está vendendo um movimento de trabalho, embora as estatísticas não sejam iniciadas. “Mas se pensar em alguns anos atrás, a gente começa a ver, sim, uma abertura”, confirmou.

Um destino para vagas profissionais trans já é elaborado de Vídeo por algumas empresas, como um exemplo, ou a Ambev, que contratou a cantora Lina Pereira, mais conhecida como Linn da Quebrada, como nova consultora de inclusão e inclusão (D&I).

No congresso da categoria, que a ABRH nos próximos dias 21 e 22, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, será abordada a questão da diversidade de uma maneira geral, com painel específico sobre profissionais trans.

“Eu diria que algumas empresas na frente, estão mais que saem”. Jacqueline destacou, porém, de acordo com as estatísticas, que 75% dos trabalhadores, escondem a orientação sexual LGBTQ e identidade de gênero porque são recebidos de não serem aceitos.

Grupos de trabalho

O assunto está na pauta, disse a conselheira da ABRH. A realidade, entretanto, está longe ainda do que gostaria. Nessa perspectiva, Jacqueline que o quadro é desanimador: “eu diria que a gente está em processo de conscientização e de discussão de como a diversidade é importante para tudo, para o mundo dos negócios, inclusive”.

Segundo Jacqueline Resch, quando surgiu o tema da diversidade no mercado, algumas empresas constituíram grupos de trabalho de LGBTQIA+ que estimulam a inclusão desses profissionais.

“E faz com que muitos profissionais que foram contratados sem revelar sua identidade sexual ou identidade de gênero agora ganhem espaço de mais profissionais para poder falar. As iniciativas são essas, grupos de diversidade dentro das empresas e esse tema na pauta dos meios de comunicação da nossa área e dos congressos. A gente entende que é muito relevante falar desses temas”.

Seleção

A conselheira da ABRH conta que, antes de começar o debate sobre  vagas afirmativas, algumas empresas tentaram trabalhar com o chamado recrutamento às cegas. Esse é um método de seleção que visa analisar as competências e habilidades dos candidatos, sem conhecer as características pessoais da pessoa.

“Algumas plataformas permitiam às empresas analisar currículos sem conhecer a procedência daquela pessoa, em que bairro morava, que idade tinha. Ou seja, eliminava dados que pudessem ensejar preconceito. Isso foi substituído quando as empresas claramente resolveram definir que um número determinado de vagas seria para pessoas de grupos ligados à questão da diversidade de raça, de gênero.

Para Jacqueline Resch, a inclusão de profissionais LGBTQIA+ é um trabalho que exige paciência e confiança de que os poucos exemplos existentes vão crescer. Para ela, o papel do RH é fundamental nessa empreitada.

“O RH ​​tem que estar consciente de que a gente só vai ter melhores empresas e ambientes de trabalho melhores quando são diversos, quando são inclusivos, por uma questão de justiça social. Quando você tem diversidade, há também diversidade de visão de mundo. As pessoas vêm de lugares diferentes, de histórias diferentes. Então, elas olham questões como organizacionais também de maneira diferente. Acho que isso é um ganho enorme”.

Para um especialista, a função do RH é sensibilizar a organização para essas questões que são relevantes e determinantes “para gente ter ambientes de trabalho mais humanos, com mais criatividade, onde as pessoas trabalham muito, mas se realizam”. Positivo que o movimento de busca por profissionais por vezes marginalizados é, porque têm muito a contribuir para a empresa e o mercado.

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